Exposição \"Contagem Regressiva\" alerta contra fim da Floresta com Araucária

Exposição mostrará troncos de árvores centenárias de mais de um metro de diâmetro retirados da floresta de forma ilegal.
 
A exposição Contagem Regressiva será atração para quem passar pela Bienal do Livro de Curitiba, alguns grandes troncos de Araucárias – árvore ameaçada de extinção - retirados da floresta de forma ilegal, estarão expostas dentro do evento.

Cada tronco possui mais de um metro de diâmetro e calcula-se que alguns tenham mais de 200 anos. Em cada um deles uma frase diferente com o objetivo de conscientizar a população.

A exposição é nomeada Contagem Regressiva – não deixe chegar no zero pela batalha que representa a busca pela conservação dos últimos fragmentos de florestas de araucárias. A idéia da ação, desenvolvida numa parceria entre Ibama, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Instituto Ambiental do Paraná e SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental - é alertar para a necessidade de medidas especiais que protejam a Floresta com Araucária.

A árvore símbolo do Paraná está em extrema ameaça, com áreas remanescentes que representam menos de 1% da área original e, ainda hoje sofre pela forte pressão de setores extrativistas. A ação pretende mostrar à população o que está sendo feito com o que resta da Floresta com Araucária. “Um grupo de monitores voluntários atenderão os visitantes e irão falar sobre a história da Floresta com Araucária, o que se perde com sua destruição e o que cada um pode fazer para que o número de árvores não chegue à zero” diz Tereza Urban, organizadora da exposição.

As Florestas com Araucária fazem parte do bioma Mata Atlântica, e tem formação única e ocorrência restrita à Região Sul do Brasil. Tecnicamente conhecidas como Floresta Ombrófila Mista, as florestas com araucária ocupavam mais de dois terços do território paranaense e hoje, limitam-se a remanescentes espalhados por rarefeitos de sua cobertura original.

Segundo Tereza, a contagem regressiva luta para que estes números, extremamente alarmantes, não continuem baixando.  “Temos que mobilizar a sociedade e as autoridades para impedir que o nosso símbolo seja extinto. Só com a conscientização de todos podemos combater com eficiência o extrativismo das araucárias, que levam séculos para se desenvolver.”

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